Para enteder o Brasil...
In a land there's a town
And in that town there's a house
And in that house there's a woman
And in that woman there's a heart I love
I'm gonna take it with me when I go
— Tom Waits, Take it With Me, "Mule Variations"
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Cheguei em Valência - oitavo e último destino das férias - à tarde, quando a hospedeira Teodora (amiga dos tempos da UNCW, intercambista de business) estava em prova, na universidade em que estuda. Deixei minha malas na estação de trem e dei uma volta de bike na cidade, para encontrar Téo e outros amigos três horas depois.
Valência é a terceira maior cidade da Espanha e o turismo é uma de suas forças. Contudo, a cidade está sendo bastante afetada com a crise na Europa (o desemprego dos jovens espanhóis atingiu 40%, para o pavor de Téo e companhia - não pude deixar de "vender" o Brasil). Ainda assim, valeu a pena conferir os destaques:
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Enfim, Barcelona - sétimo destino e meu preferido nas férias. Cheguei e fui direto a um hostel lotado de brasileiros próximo a Las Ramblas, um calçadão comercial no meio do centro histórico. A cidade foi a única em que eu realmente não encontrei nenhum conhecido - hora de descansar.
Barcelona é uma cidade hiperturística, porém mais alternativa que Paris, por exemplo. Contudo, a maior atração da cidade, sem dúvida, é o povo catalão, do qual sou fã. Os caras tem uma necessidade de expressão tremenda: dizem não pertencer à Espanha (mas sim à Catalunha, numa ânsia de independência), tem língua própria (vários fazem que não entendem espanhol) e vestem-se como se tivessem ligado o "dane-se". O catalão também fala alto, não se deixa contrariar - é terra de mulher forte; lembra um pouco os gaúchos das Missões e o mito da Ana Terra.
Há muito o que fazer em Barcelona, mas três dias completos foram suficientes. São destaques:
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Cheguei à estação de Bruxelas - sexta cidade no roteiro de férias - e fui recebido pela Janika, outra intercambista marketeira da UNCW, finlandesa parceiraça e hospedeira incrível.
Bruxelas é uma espécie de Brasília ou Washington DC, uma cidade política, capital da União Européia, dominada por forasteiros. Apesar de situada no Flandres, região da Bélgica que fala holandês, o francês domina a cidade - e junto dele alguns costumes um tanto medievais, tipo fumar dentro de bares e restaurantes (lembra o Brasil dos anos 90?).
Bruxelas tem poucas coisas para conferir, então pude enfim descansar lá. São destaques:
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Paris - o quinto destino das férias - é uma cidade que transforma qualquer visitante em turista. É impossível ignorar tantas referências que lá nasceram; há muito o que ver. Isso anima várias pessoas (lembra dos japoneses com câmera nas mãos?), mas não é, digamos, o que mais me cativa, razão pela qual, desde já, admito: não saí apaixonado da cidade.
Cheguei à noite depois de pegar um trem com um casal legal de Stuttgart que já havia vivido no Brasil, mas o tiozão se gabava tanto de sua terra natal (cidade inovadora, onde o automóvel foi inventado, terra da Mercedes, Daimler etc.) que dava nojo... Fui direto ao bairro de Menilmontánt, onde fiquei na casa da Clémence, ex-vizinha dos dormitórios da UNCW, hoje mestranda em direito criminal.
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