tiago sommacal

 

Para enteder o Brasil...

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All that you've loved is all you own

In a land there's a town
And in that town there's a house
And in that house there's a woman
And in that woman there's a heart I love
I'm gonna take it with me when I go

— Tom Waits, Take it With Me, "Mule Variations"

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Reconhecimento em livro de ex-professor

Book

Dr_harper

A honra foi minha em ter o Dr. Harper como professor na UNCW.

Link para o livro na Amazon aqui.

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Buenos Aires, Abr/2011

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Norah Jones em Sampa, Nov/2011

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Show gratuito no Ipiranga. Maior muvuca.

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Rafinha Somacal, Nov/2010

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Valência, Jan/2011

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Cheguei em Valência - oitavo e último destino das férias - à tarde, quando a hospedeira Teodora (amiga dos tempos da UNCW, intercambista de business) estava em prova, na universidade em que estuda. Deixei minha malas na estação de trem e dei uma volta de bike na cidade, para encontrar Téo e outros amigos três horas depois.

Valência é a terceira maior cidade da Espanha e o turismo é uma de suas forças. Contudo, a cidade está sendo bastante afetada com a crise na Europa (o desemprego dos jovens espanhóis atingiu 40%, para o pavor de Téo e companhia - não pude deixar de "vender" o Brasil). Ainda assim, valeu a pena conferir os destaques:

  • comer paella - originária de Valência, imperdível;
  • beber Água de Valencia - drink popular, obrigatório para forasteiros curiosos;
  • um complexo turístico próximo ao litoral, a Cidade das Artes e das Ciências - com arquitetura tri futurista;
  • dois grandes portais, que protegiam a cidade de invasões na Idade Média - reza a lenda que os valencianos jogavam azeite quente do alto do pórtico, para proteger-se dos invasores;
  • a praia - toquei pela primeira vez no Mediterrâneo!
  • o "Rio" - no passado, Valência era cortada por um rio cujas cheias prejudicavam os arredores. Nos anos 90, o governo decidiu transpor o rio e reaproveitar o leito como área de lazer. Hoje, a área possui canchas esportivas, pista de corrida, ciclofaixa e muito verde, contribuindo diretamente para a qualidade de vida dos locais. Quem dera isso ocorresse com o dilúvio de Porto Alegre ou o Rio Pinheiros de São Paulo; e
  • a noite - saímos com o pessoal do Erasmus, programa de intercâmbio da Europa. Engraçado são os horários dos caras. Ficamos até meia noite num bar, para depois continuar a noite numa praça próxima até às 3h (vários vendedores ambulantes lá), quando fomos a um club, de onde saímos às 9h.
Parti de Valência à Madrid, de onde decolei à Sampa, chegando no domingo, para reiniciar o trabalho na segunda. A viagem foi bacana, porém cansativa. Nas próximas férias, vou descansar mais. Ufa.

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Barcelona, Jan/2011

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Enfim, Barcelona - sétimo destino e meu preferido nas férias. Cheguei e fui direto a um hostel lotado de brasileiros próximo a Las Ramblas, um calçadão comercial no meio do centro histórico. A cidade foi a única em que eu realmente não encontrei nenhum conhecido - hora de descansar.

Barcelona é uma cidade hiperturística, porém mais alternativa que Paris, por exemplo. Contudo, a maior atração da cidade, sem dúvida, é o povo catalão, do qual sou fã. Os caras tem uma necessidade de expressão tremenda: dizem não pertencer à Espanha (mas sim à Catalunha, numa ânsia de independência), tem língua própria (vários fazem que não entendem espanhol) e vestem-se como se tivessem ligado o "dane-se". O catalão também fala alto, não se deixa contrariar - é terra de mulher forte; lembra um pouco os gaúchos das Missões e o mito da Ana Terra.

Há muito o que fazer em Barcelona, mas três dias completos foram suficientes. São destaques:

  • andar de bicicleta - vale o passeio, pois a cidade é tri amigável para ciclistas; acabei comprando uma bike dobrável lá;
  • a Barceloneta, uma região onde rolam várias baladas, com muitos internacionais - lembra o Rio ou Miami;
  • a Igreja Sagrada Família e as construções "malucas" do Gaudí, por toda cidade - fusão de arte e arquitetura, bacana;
  • a praia - vista irada, com várias construções inusitadas (p. ex., um prédio no formato de uma baleia); pena somente não termos ondas no Mediterrâneo;
  • uma tour no centro histórico - que contém igrejas de mais de 800 anos, uma delas onde Colombo comunicou à realeza espanhola a descoberta da América;
  • comer tapas - nada de mais, mas vale a lembrança; e
  • show de flamenco - sensual como o tango, só que menos melancólico. Realmente irada a tensão no ar! Imperdível.

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Bruxelas, Jan/2011

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Cheguei à estação de Bruxelas - sexta cidade no roteiro de férias - e fui recebido pela Janika, outra intercambista marketeira da UNCW, finlandesa parceiraça e hospedeira incrível.

Bruxelas é uma espécie de Brasília ou Washington DC, uma cidade política, capital da União Européia, dominada por forasteiros. Apesar de situada no Flandres, região da Bélgica que fala holandês, o francês domina a cidade - e junto dele alguns costumes um tanto medievais, tipo fumar dentro de bares e restaurantes (lembra o Brasil dos anos 90?).

Bruxelas tem poucas coisas para conferir, então pude enfim descansar lá. São destaques:

  • o parlamento, a sede e vários prédios relacionados à União Européia - Janika trabalha numa representação da Finlândia, então foi fácil encontrá-los;
  • cartuns pintados por toda parte - um dos fortes da cidade, terra natal do Tin Tin;
  • waffle com chocolate e nutella - tradicional e delicioso;
  • várias cervejarias tradicionais - outro símbolo local; visitamos uma com uma espécie de garçom/menu interativo, que guia o consumidor na escolha da cerveja, dependendo de suas preferências - hiperturístico;
  • restaurantes legais - jantei um coelho delicioso, obviamente no molho de cerveja; e
  • o local onde o Marx lançou o manifesto comunista, hoje um restaurante fino - paradoxal.

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Paris, Jan/2011

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Paris - o quinto destino das férias - é uma cidade que transforma qualquer visitante em turista. É impossível ignorar tantas referências que lá nasceram; há muito o que ver. Isso anima várias pessoas (lembra dos japoneses com câmera nas mãos?), mas não é, digamos, o que mais me cativa, razão pela qual, desde já, admito: não saí apaixonado da cidade.

Cheguei à noite depois de pegar um trem com um casal legal de Stuttgart que já havia vivido no Brasil, mas o tiozão se gabava tanto de sua terra natal (cidade inovadora, onde o automóvel foi inventado, terra da Mercedes, Daimler etc.) que dava nojo... Fui direto ao bairro de Menilmontánt, onde fiquei na casa da Clémence, ex-vizinha dos dormitórios da UNCW, hoje mestranda em direito criminal.

Naquela noite, saímos para comer nuns barzinhos próximos, janta formidável, cerveja branca deliciosa, impossível não ficar fã da culinária francesa. Na volta, cruzei com um mendigo todo educado, que indagava:
- Boa noite. Com licença, o senhor teria uma moeda? Muito obrigado, senhor.
Fala sério, quanta reverência! Se fosse meu avô, responderia de bate pronto que o senhor está no céu.

O dia seguinte foi maior dia de turista das férias. Comecei pela Catedral de Notre Dame, aquela do corcunda, legal por dentro, porém um tanto menor que a de Reims. Passando o Rio Sena, chequei o prédio e a praça da Sorbonne no Quartier latin, para depois almoçar num supermercado diferente, em que você compra, abre as embalagens e se serve lá mesmo. Conferi depois o gigantesco Louvre e suas pitorescas pirâmides, mas, como não sou um cara de museus, segui à imponente Torre Eiffel, realmente enorme, o que contrasta com a altura limitada da maioria dos prédios da cidade. A poucas estações dali, passei no Arco do Triunfo, cheio de símbolos de guerra, entre eles uma escultura tri realista da Atenas, para depois pegar o metrô de volta à casa depois de um passeio na Champs-Élysées (te mete!).

Encerrando a visita à cidade, fomos à Bastilha e jantamos num restaurante terrivelmente bom (pra variar), onde conheci o vinho Beaujolais e o costume particular dos franceses de conferi-lo sempre que uma nova safra é lançada. Depois da janta, por fim, fomos ao cinema e assistimos a um filme meia boca, mas o mais perturbador foi o odor desagradável da juba de uma moça sentada bem à frente (sabe cabelo não lavado faz séculos?). Foi aí que comecei a entender porque vários desodorantes na França são 48h. Engraçado, não?

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